Cometas 2018 Restaurantes

Melhores novos restaurantes de Lisboa – Prémios Cometas 2018

Eis a primeira parte dos Prémios Cometas 2018, os galardões com que O Homem que Comia Tudo premeia anualmente restaurantes e companhia. Este ano temos mais de duas dezenas de condecorações, a começar com as melhores novas mesas de Lisboa.

Este foi o ano em que as cozinhas do mundo saíram definitivamente do gueto para subirem ao palco da Baixa-Chiado. Olhando para esta lista percebemos que é assim. Nem tudo é a verdadeira coisa, mas quando Lisboa tem capacidade para atrair um restaurante como o Afuri, uma referência no Japão, percebemos que há uma nova apetência por outros sabores e aromas.

Por outro lado, não foi um ano extraordinário em matéria de cozinha portuguesa, nem sequer de alta cozinha. À excepção do Epur, do chef Vincent Farges e do Ceia, de Pedro Pena Bastos (onde ainda não fui), não inaugurou nada de relevo, com os tubarões do costume (José Avillez, Multifood, Kiko Martins…) a consolidarem os seus restaurantes e a expandirem-se para outras cozinhas, sem no entanto apresentarem algo que marque o futuro da gastronomia nacional.

Isso não tem nada de mal, mas há um ano muita gente vaticinava uma nova era, uma nova energia na restauração nacional, impulsionada pela Michelin. Hoje podemos dizer que ainda não foi desta.

O negócio do turismo marcou o ano e é por aí que toda a gente anda a farejar, com os preços a continuarem a subir para níveis consonantes com os europeus ricos e os milionários de segundo e terceiro mundo.

Também por isso, comi mais fora do centro de Lisboa e julgo que vai ser por aí que novas coisas irão aparecer. O Isco, a padaria que abriu em Alvalade com grande sucesso, pode ser um sinal desse movimento de maior liberdade e risco que se desloca para a periferia da cidade.

Que venha 2019, de preferência com mais criatividade e menos nomes de restaurantes em inglês.

Afurih

Lisboa ganhou um restaurante com um ramen a sério, servido todos os dias. O meu preferido é o tonkotsu ramen.

Taberna Fina

O restaurante fino de André Magalhães e Guilherme Spalk (chef executivo) faz cozinha de nível Michelin num patamar de preços pré-Michelin.

Izcalli

Ivo e Paola, um português e uma mexicana, abriram um balcão em Alcântara para sete pessoas (de cada vez) descobrirem o que é a verdadeira cozinha mexicana.

Soão

Entre os asiáticos modernos que continuaram a abrir em 2018, em Lisboa, este elevou a fasquia. Sushi e pratos tailandeses, como o pad thai, seriam as minhas recomendações.

Valdo Gatti

Restaurante biológico, pequeno e despretensioso do Bairro Alto, foi o que de melhor aconteceu no mercado, sempre prolífico, das pizzas.

Ararate

Quem imaginasse há uns meses que a cozinha arménia pudesse marcar pontos na capital da Ibéria ou era louco ou apaixonado ou as duas coisas — mas fez muito bem. Não deixe de provar o guisado de miúdos.

Okah

Comida de fusão asiática e brasileira, servida num contentor no topo de um cowork. Uma das melhores vistas de rio desta cidade à beira-mar.  

Barra Cascabel

É o restaurante mais interessante do El Corte Inglés e vale muito a pena sentar-se ao balcão e comer os camarões com molho de jalapeño “tatemado”.

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